Um processo mais ou menos típico
- Marcos Schmidt

- Mar 20
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Updated: Mar 21
A ilustração para a capa de um livro muitas vezes resulta de várias técnicas e de processos diferentes.
Um exemplo: a capa para o livro de Diego Aguiar Vieira, Uma torre para Chtulhu (Avec Editora), o primeiro volume da série O apocalipse amarelo.
Começa com uma série de esboços – thumbnails, na verdade – feitos a partir de um release ou da leitura integral do livro (o que nem sempre é possível).

O clima do livro é algo lovecraftiano, de terror cósmico, com uns toques da realidade brasileira, e uma crítica político-social que um leitor mais desatento pode deixar passar despercebido.
Penso que a tarefa mais importante do ilustrador e do designer da capa de um livro é captar a atmosfera do texto, e tentar traduzir isso numa imagem impactante.
Das imagens criadas pelo texto de Diego (a tal da fanopeia, de Pound), já passei para o modo como construiria a ilustração final. Um primeiro esboço (acima) foi a base para um estudo mais detalhado a ser aprovado pelo autor e pela editora.

Tenho o mau hábito de complicar as coisas, então resolvi que construiria alguns modelos com gesso e argila e fotografaria alguns cenários adicionando desenhos e pinturas em grafite e tinta acrílica para posteriormente montar a ilustração e finalizar tudo usando o Corel Painter e o Adobe Photoshop. Aí, enquanto se trabalha, o arquivo fica com umas 50, 60 camadas e mais de um giga de tamanho. É bom nomear as camadas, senão fica um tormento encontrar isso ou aquilo para editar.


Depois de pronta a ilustração, colapso as camadas em uma só, converto o modo de cor para CMYK e monto tudo no Adobe InDesign.
Minha ideia para o design do título era uma. A editora optou por outra. Acontece...




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